Evitar a consultoria, pode sair caro?
Ao acreditar que decisões internas pouco fundamentadas ou soluções "improvisadas" são suficientes, a consultoria ainda é vista (cada vez menos, felizmente), como "recurso dispensável" - mas não será bem assim.
A ciência de descomplicar é importante para que não se reflitam as consquências de um processo pouco eficiente.
Ao longo dos últimos anos, tenho acompanhado empresas ambiciosas, com boas ideias, equipas dedicadas e vontade de crescer. E, muitas vezes, o maior obstáculo não é a falta de potencial — é a ausência de método. Decisões estratégicas tomadas "a olho", expansão para novos mercados sem preparação adequada, investimentos feitos sem validação real. Nada disto nasce de falta de esforço. Nasce de acreditar que improvisar é mais barato do que planear. Até ao dia em que não é.
Percebo perfeitamente porque algumas empresas hesitam. Durante muitos anos, a consultoria foi associada a relatórios bonitos, apresentações longas e pouco impacto prático. Mas essa realidade está a mudar. Hoje, o que as empresas procuram — e o que eu acredito — é uma consultoria próxima, aplicada, que entra no terreno e constrói soluções lado a lado com quem decide.
No final, a pergunta não é se a consultoria custa dinheiro. A verdadeira pergunta é: quanto custa não a ter quando mais se precisa?
Fica a questão.
